“É claro que o diploma não responde 100% ao que nós queríamos, ainda existe um ou outro pormenor que queremos ver ultrapassados e por isso pedimos uma reunião suplementar, mas neste momento não está em cima da mesa fazermos uma greve”, acrescentou.
Para a APIT, o projeto de revisão das carreiras especiais das AT mantém, contudo, “os mesmos erros e omissões” do passado, numa demonstração de que “o Governo e a direção da AT têm a deliberada intenção de reduzir a Autoridade Tributaria e Aduaneira a uma versão ‘low-cost’, em que o esforço e o trabalho de todos os profissionais perde força legal, por passarem a ser regidos por um enquadramento legal de carreiras extremamente prejudicial”.
Em causa está, nomeadamente, a não “clarificação do OPC [Órgão de Polícia Criminal]”, os “trabalhadores em carreiras não revistas ou subsistentes conducentes a serem carreiras gerais”, um “extenso protecionismo e paternalismo com as atuais chefias tributárias, mas sem respeito pelas coordenações de equipas e setores”, as “falsas designações para as carreiras especiais”, a “não integração dos suplementos na remuneração-base” e a “absoluta desconsideração do complemento de inspeção”.
Contudo, refere a APIT em comunicado, “mais grave ainda é este projeto recolher o apoio declarado de quem deveria defender os trabalhadores”.
Nos termos do pré-aviso agora emitido pela APIT, a greve abrange “todos os serviços dependentes da Autoridade Tributária e Aduaneira e da Autoridade Tributária e Assuntos Fiscais da Região Autónoma da Madeira”, decorrendo entre as 00:00 e as 24:00 do dia 27 de junho.
Todos os trabalhadores podem aderir livremente à greve, independentemente de e/ou da filiação sindical, sendo assegurados os serviço mínimos previstos na lei.