“O Governo disse de forma muito clara, quando iniciou este trabalho, que não queria diminuir aquilo que é a despesa fiscal. O que queremos é substituir despesa fiscal que não seja eficiente por mecanismos que sejam mais eficientes”, precisou.
No Plano de Estabilidade (PE) 2019-2023, o Governo prevê uma redução da despesa com benefícios fiscais em 90 milhões de euros por ano entre 2020 e 2022, totalizando 270 milhões de euros.
Em contrapartida, o PE aponta para uma medida de redução de taxas de impostos sobre o rendimento e património que resulta num alívio fiscal de 200 milhões de euros em 2021.
Sem entrar em detalhes sobre o conteúdo do documento, o governante precisou que o estudo “não toma posições” nem sugere a substituição ou a eliminação do “benefício A ou do benefício B”, antes fornece “as ferramentas para que os decisores políticos possam decidir”.
A discussão pública que o Governo pretende promover em torno deste relatório também deverá dar pistas sobre de que forma se pode tornar a despesa fiscal mais eficiente ou seja de que forma se pode substituir a “má despesa fiscal por boa despesa fiscal”.
O estudo é apresentado numa conferência que terá lugar na Universidade Católica – Centro Regional do Porto, e em que estarão presentes o ministro das Finanças, Mário Centeno, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, os elementos do grupo de trabalho e vários fiscalistas.