O satélite europeu é o segundo aparelho a ser enviado para orbitar tão próximo do Sol, depois de em agosto de 2018 a NASA ter lançado a sonda "Parker Solar Probe", apresentada como a primeira a estar mais perto do Sol.
De acordo com a NASA, a sonda, que fez a sua primeira aproximação ao Sol em novembro, vai captar a variação da velocidade do vento solar e ver o 'berço' das partículas de maior energia.
Os cientistas querem perceber como a energia e o calor circulam através da coroa solar (constituída por plasma, gás ionizado formado a altas temperaturas) e explorar o que acelera o vento solar e as partículas energéticas.
Ao mesmo tempo que se prepara para enviar o satélite "Solar Orbiter", a ESA trabalha numa outra missão envolvendo o Sol, a missão Lagrange.
No caso, será enviar pela primeira vez um aparelho para o ponto Lagrange 5 (L5), que se situa sobre a órbita terrestre formando um ângulo de 60º com a reta que une o Sol e a Terra.
Para a ESA, o L5 é um excelente local para monitorizar a atividade solar e prever ou detetar antecipadamente fenómenos que possam interferir com redes de comunicações, energia ou de navegação, permitindo que possam ser adotadas as medidas adequadas.
Além de emitir continuamente partículas altamente energéticas, o Sol 'espirra' periodicamente milhares de milhões de toneladas de material para o espaço, que, se atingirem a Terra, podem perturbar a atmosfera e o campo magnético, o escudo que protege o planeta da radiação solar e torna a vida suportável.
Quatro consórcios europeus, que incluem peritos em sistemas e instrumentos espaciais, irão apresentar propostas para a missão Lagrange. A ESA deverá selecionar uma proposta final em setembro de 2020, de acordo com o calendário recentemente divulgado pela agência.