O dirigente considera mesmo que Marta Temido tem tido uma atitude negativa para com médicos e enfermeiros, o que está a gerar uma onda de revolta interna.
“[A ministra da Saúde] não tem sido a atitude positiva que ela devia ter, de dar uma palavra de carinho a quem todos os dias faz o Serviço Nacional de Saúde. A ministra tem feito exatamente ao contrário e isto está a gerar uma onda de revolta interna nas pessoas, de desmotivação e obviamente que muita gente acaba por optar por uma solução final que é abandonar o Sistema Nacional de Saúde”, disse.
Miguel Guimarães falava à saída de uma reunião com 15 diretores de serviço de Ginecologia/Obstetrícia e Neonatologia do Norte e Centro do país que terminou 00:00 de terça-feira, precisamente no arranque de uma greve dois dias convocada por dois sindicatos do setor, e onde foram discutidos problemas e soluções sobre “as graves carências de especialistas” nestas áreas.
Para além dos médicos, também os enfermeiros convocaram uma paralisação nacional partir das 08:00 de hoje, que se prolonga até ao final da semana.
No caso primeiro caso, estão decretados serviços mínimos que incluem todos os serviços de urgência, cuidados intensivos e outros, como quimioterapia e algumas cirurgias.
Já a definição dos serviços mínimos na greve dos enfermeiros teve de ser submetida a tribunal arbitral, por desacordo quanto aos serviços a incluir.