"Essa prospeção anterior foi autorizada contra a vontade das autarquias e das populações e, entretanto, foi abandonada", assinalou, referindo que os trabalhadores ficaram "com salários em atraso".
Sobre o novo pedido de prospeção, Pedro Soares afirmou que o aviso publicado em DR "não explica nada" e levantou dúvidas sobre a atuação da empresa requerente, a qual possui instalações em Bruxelas, na Bélgica, e sede no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
A Exchange Minerals tem "uma atitude muito agressiva", porque na sua página de Internet "diz que tem todas as condições para obter os maiores interesses para os seus acionistas" e que "tem muita experiência, desde a Rússia ao Canadá, passando por outros pontos da Europa", sublinhou.
O parlamentar bloquista considerou necessário "perceber qual é a posição do Governo", defendendo que o pedido de prospeção podia ter sido logo recusado e "bastaria alegar que punha em causa o interesse público".
"E, de facto, do nosso ponto de vista, põe, por razões diversas, nomeadamente territoriais, de desenvolvimento e ambientais, entre outras", acrescentou.
Para o deputado do BE, torna-se "evidente que há uma contradição entre uma eventual mina a céu aberto com uma dimensão brutal e os objetivos que têm sido divulgados pelo Governo sobre o combate as alterações climáticas e ao avanço da neutralidade carbónica".
Na pergunta, o Bloco de Esquerda questiona o Governo sobre os critérios para não ter rejeitado o pedido, se admite autorizar a prospeção em plena zona de montado da Rede Natura 2000, de Reserva Agrícola Nacional e de património classificado e se considera adequado reiniciar um novo processo conhecendo as posições adversas das autarquias locais e das populações.