Ao longo de todo o dia haverá também sessões de speed interviews [entrevistas rápidas] com managers da Microsoft para captação de talentos nacionais, o que se configura como uma oportunidade para recém-licenciados que queiram dar os primeiros passos no mercado de trabalho nacional.
No segundo dia do evento, 3 de julho, destaque para a presença de Lucas Foster, um criativo inspirado, que se propôs celebrar a criatividade nos quatro cantos do mundo. Já lá vão 60 cidades e o próximo objetivo é chegar às 250. Levantamos o véu aqui. Logo de seguida, os participantes vão poder falar sobre paixão — neste caso paixão pela rádio — com os locutores da Mega Hits Filipa Galrão, Maria Correia, Mafalda Castro e Conguito. Já depois do almoço, o palco é de Mafalda Ribeiro, que nos desafia a parar, escutar e olhar, porque a "esperança pode vir de rodas"; de Daniel Aisenberg, que irá explorar a empatia como ferramenta de negócio, ao alcance de qualquer pessoa e não apenas daqueles que se orgulham de ser mais afáveis; e, lá está, de Diana, Khuloud e Francisco; entre muitos outros.
E se estas palestras servem para inspirar, outros momentos são dedicados à experimentação. Carla Costa e Sandra Coelho abrem o dia com um desafio aos líderes, pedindo-lhes que assumam a responsabilidade pela gestão da mudança. Já Bibi Groot e Carlos Mauro exploram, através de exercícios simples, técnicas que visam ajudar a definir prioridades, planear, desafiar e garantir que se mantém fiel aos seus objetivos. Já Diogo Costa vem falar de vendas e não faz por menos, o seu workshop chama-se "Se eu pudesse vendia a minha mãe" (esperemos que ela não esteja a ler este artigo). Há ainda tempo para abordar competências de comunicação, com Nuno Leite e depois com Martha Terenzzo, ou explorar "a necessidade de desenvolver um novo sistema operativo para os seres humanos" com Joana Sobreiro, Vera Braz Mendes e Diogo Horta e Costa. Mais uma provocação?
A abrir o dia 4, Paula Marques pergunta: E se os humanos forem feitos de música? A Diretora Executiva para a Educação, Inovação e Digital na Universidade Nova e Manager de Conhecimento e Inovação na Mercer marcou presença num dos primeiros encontros de apresentação do Rock in Rio Innovation Week e, à data, disse-nos que está à procura daqueles que preferem ser humanos de primeira em vez de máquinas de segunda, os que travam e aceleram ao mesmo tempo e veem na contradição e no desconforto uma construção. Os que sabem dizer ‘não’. Os “super-humanos”, diz. A sua palestra foi uma jornada musical de autoconhecimento e a expectativa é que se embarque noutra esta quinta-feira.
A escolha será difícil, no entanto, já que à mesma hora uma outra Paula, desta feita Paula Panarra, General Manager da Microsoft, toma a palavra para falar sobre uma mentalidade de crescimento, que tem marcado a cultura da empresa ao longo dos últimos anos e que assenta na crença de que qualquer pessoa pode mudar, aprender e crescer. Ou seja, o potencial é estimulado e não pré-determinado. A curiosidade serve como alavanca.
Antes do almoço, tempo ainda para ouvir o "José Mourinho da comunicação", mas que na verdade é uma mulher: Sara Batalha, CEO da MTW Portugal. Sara e a sua equipa transformam os CEO das principais empresas em líderes comunicativos que inspiram, motivam e levam outros à ação. E a promessa para esta talk é que Sara desvende alguns segredos, que é como quem diz, cinco técnicas que podem ser aplicadas nos mais variados contextos de comunicação, desde a entrevista de emprego à mesa de negociações. A tarde é dedicada à criatividade, pela "cusquice" de Luís Cordeiro, à felicidade, pela voz de Fábio Pina, à confiança, pela experiência de Luís Pedro da Costa, apenas para referir alguns. Ao nível dos workshops do dia, Cristina Tadeu pergunta "e se?"; Beatriz Zanetti fala sobre "gestão de carreira 4.0" e Eduardo Adas ajuda a criar o pitch [apresentação] perfeito.
No quarto e último dia, o Rock in Rio Innovation Week olha para tendências, para um futuro no feminino, mais humano e mais conectado. Mas se quer meter mãos à obra, é um fim de roteiro em que dominam os workshops, com destaque para a presença de Mark Mekelburg, co-fundador da Operação Nariz Vermelho, que não vem ensinar ninguém a ser palhaço, mas antes incentiva a interação e a comunicação através de jogos inesperados que proporcionam um ambiente que encoraja, inspira e liberta a criatividade e a imaginação. E se Chloé Stückelschweiger desafia os presentes a observar e a criar o futuro que desejam, Alan Pogrebinschi traz "mindfulness funcional", um conjunto de meditações simples e potentes que lhe permitirão estar mais conectado consigo e com as pessoas à sua volta, e Camolie Fagerberg chega mesmo a desafiar os presentes a encontrar o seu artista interior.
Se ficou curioso, pode consultar toda a programação aqui.
Apesar de começar hoje, ainda é possível marcar presença. Os bilhetes estão à venda na Ticketline. O bilhete diário é de 39 euros e o passe para os 4 dias é de 99 euros. Há ainda descontos para pacotes corporativos acima dos 10 bilhetes, sendo que no caso deve contactar a organização.