O MEE alerta ainda que, “apesar de uma trajetória descendente consistente, o nível elevado de crédito malparado no setor bancário e a fraca rentabilidade representam os maiores desafios que o setor bancário enfrenta”.
Em termos mais gerais, o relatório nota que “a economia portuguesa continuou a crescer, com alguma desaceleração”, atribuída sobretudo a fatores externos, e adverte que “disputas comerciais e o ‘Brexit’ podem ter um impacto”, necessariamente negativo, “em futuros desenvolvimentos económicos”.
Sublinhando a trajetória de redução do défice (que se fixou nos 0,5% do Produto Interno Bruto, abaixo da meta dos 0,7%), o relatório saúda também os “desenvolvimentos positivos no mercado laboral”, com o desemprego a estabilizar nos 6,6% no final de 2018.
“Além disso, o desempenho orçamental e o acesso favorável ao mercado permitiu a Portugal pagar antecipada e integralmente o seu empréstimo do Fundo Monetário Internacional (FMI)”, aponta o relatório, lembrando que “Portugal também se comprometeu com um reembolso antecipado do empréstimo do FEEF de dois mil milhões de euros entre 2020 e 2023, condicionado às condições de mercado e ao impacto na sustentabilidade da dívida”, a serem avaliados na altura.